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O Caminho Crítico de um Projeto

Todo cronograma deve ter, no mínimo, um caminho crítico, que pode ser definido como o conjunto de tarefas que têm folga zero ou negativa. Quando estruturado em um diagrama de rede o caminho crítico tem por característica ser o caminho mais longo de toda a rede, em termos de soma das durações das atividades que o compõem.

O significado prático desse conceito é que, para que o projeto não se atrase, as atividades pertencentes ao caminho crítico têm uma única data de início possível. Além disso, deve-se identificar previamente a impossibilidade de se iniciar uma atividade do caminho crítico na data correta, para que sejam tomadas ações preventivas e/ou corretivas, de forma a evitar a situação extrema de se atrasar o projeto como um todo.

Essas ações preventivas e/ou corretivas podem ser o aumento dos recursos alocados nessa atividade, o aumento da carga horária de trabalho ou outras ações de replanejamento específicas do projeto em questão.

Por outro lado, as atividades que não pertencem ao caminho crítico têm folga, ou seja, elas podem ter seu início retardado em um valor menor ou igual ao da sua folga sem que se causem impactos na data final do projeto. Ou seja: uma atividade com 5 dias de folga pode ter seu início postergado em até 5 dias da data inicialmente prevista (início mais cedo) sem que o projeto sofra atrasos em sua conclusão decorrentes do atraso nessa atividade especificamente.

Como o planejamento é algo dinâmico e mutável no decorrer do tempo, usando o exemplo acima de uma atividade com 5 dias de folga, ao se “desperdiçar” o quinto dia de folga dessa atividade sem que ela tenha sido iniciada, essa atividade passa a fazer parte do caminho crítico e tem, nesse momento, folga igual a zero.

Portanto, é altamente recomendável que também as datas de início e término das atividade não críticas sejam gerenciadas com atenção, pois ao se consumir toda a folga de um grupo de atividades não críticas cria-se um novo caminho crítico dentro do projeto, tornando a tarefa de gerenciá-lo como um todo ainda mais complexa.

Por esse motivo, a ação de se planejar não pode ser entendida apenas como algo que se faz no início do projeto, e sim como algo que acompanha a evolução do mesmo e corrige seus rumos no momento em que desvios indesejáveis surgem.

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Referências:

  • VERZUH, E. MBA Compacto, Gestão de Projetos: Rio de Janeiro, 2000, 11ª edição.
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